Missa de abertura da CF 2026 em Macapá acontece em área de ocupação

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“Devemos conhecer a nossa realidade para que passamos cada vez mais pensar nesse grande desafio da moradia” afirmou Dom Antônio de Assis Ribeiro.

MACAPÁ (AP) – Por Jefferson Souza | Redação Pascom

Cerca de 300 pessoas participaram nesta quarta-feira (18/2) da missa de abertura da Campanha da Fraternidade 2026 em Macapá. A celebração, com o rito da imposição das Cinzas e que marca também o início da Quaresma, foi presidida pelo bispo diocesano de Macapá Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, e contou com a presença de padres, diáconos e religiosas na área de ocupação Nova Colina, na Zona Norte da capital. A celebração foi realizada na sede da Associação de Moradores da ocupação que existe há cerca de cinco anos.

“Por que nós estamos aqui? Por que não fazemos a abertura da Campanha da Fraternidade na Catedral, no ar-condicionado e assim por diante? Porque seria uma contradição com o tema deste ano: Fraternidade e Moradia”, explicou Dom Antônio sobre a motivação de realizar a missa na área de ocupação. 

“Nós optamos, primeira coisa, para estar aqui em vista de conhecer a realidade. Devemos conhecer a nossa realidade para que possamos cada vez mais pensar nesse grande desafio da moradia. A igreja deve fincar sua barraca lá onde vivem aqueles onde não tem uma digna moradia”, disse ele no início da celebração.

Em sua homilia, Dom Antônio destacou ainda que a presença da Igreja deve ser efetiva nestas áreas agora mais ainda com a motivação da Campanha da Fraternidade. “Onde chega a Igreja Católica ali acontece uma diferença, se faz a diferença, porque não vem somente a Bíblia, não vem somente o livro, vem a palavra que provoca a mudança, vêm as pastorais, os serviços, a caridade, a filantropia, a escola, a educação e assim por diante”, destacou ele reforçando a importância da presença da Igreja no local.

Ao relacionar a Campanha da Fraternidade para este ano e a Quaresma, Dom Antônio afirmou que “não há conversão sem fraternidade”. Desta forma, para o bispo, “não há autêntica mudança de vida”. “Campanha é ação em conjunto, campanha é mobilização, campanha é envolvimento, campanha pressupõe esforços em vista da fraternidade. Não adianta vir para a igreja, fazer sua confissão, entrar na fila da comunhão, rezar o terço, fazer a Via-sacra, se você não retoma a palavra com seu irmão”, explicou.

Dom Antônio convidou os participantes para renovar o compromisso missionário nesta Quaresma com as diversas iniciativas propostas para a CF2026 e motivou a assembleia para ações de proximidade com as realidades das pessoas nas áreas de ocupação e de vulnerabilidade social existentes.

“Neste ano vamos assumir o compromisso de visitar mais as baixadas, descer as baixadas, visitar as ocupações, conquistar terrenos, edificar capelas, promover pastorais, grupos e movimentos, porque em muitos ambientes como estes a Igreja Católica não está”, disse. Para ele, “se temos uma grande Campanha a fazer, é essa campanha da saída missionária, capaz de estarmos em todos os contextos, em todos os bairros de uma paróquia, em todas as ocupações e condomínios com a presença de comunidades católicas”.p

A Campanha da Fraternidade 2026 tem como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós!” (Jo 1, 14) e vem sendo promovida na Diocese de Macapá com as formações desde janeiro deste ano.

Para Denner Macedo, membro da Comissão Diocesana de Promoção da CF2026, este é um “tempo propício para a mudança de vida e esse olhar mais humano a esse nosso irmão que sofre, que está sem teto, sem terra e sem trabalho”. 

Compromissos

A fundação de novas comunidades católicas nas áreas de ocupação no estado foi um dos compromissos assumidos para o agir concreto da Diocese de Macapá em resposta aos objetivos da Campanha da Fraternidade 2026.

A celebração eucarística de abertura da CF2026 na ocupação Nova Colina pretendia marcar o inicio de novas ações evangelizadoras na região, bem como a presença da Igreja por meios dos mais diversos organismos eclesiais. Uma comissão será formada para iniciar os trabalhos na grande área localizada na Zona Norte de Macapá. Apesar do território pertencer geograficamente à três paróquias nas redondezas, não há nenhuma edificação de igreja ou capela na área. 

Uma outra marca importante para a realização da celebração além da mobilização dos organismos da Igreja foram a aproximação e apoio de movimentos populares atuantes nas ocupações Alencar, Nova Colina e Cajueiro. O apoio e a participação da Associação de Moradores da Ocupação Nova Colina e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) fortaleceu a proximidade com a comunidade local, bem como para a logística do evento.

“A gente ver a importância da comunidade cristã se mobilizando, sensibilizando toda a cidade, o estado, o mundo inteiro voltasse para cá porque a necessidade é grande, o povo tem muita carência”, disse o vice-presidente da Associação de Moradores Denilton Moraes.

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(19/02/2026)