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Carta ao povo de Deus e às pessoas de boa vontade

Macapá-AP, 5 de agosto de 2020.

CARTA AO POVO DE DEUS E ÀS PESSOAS DE BOA VONTADE

Nós, cristãos católicos, membros do laicato, padres, religiosos e religiosas, diáconos, lideranças das pastorais, organismos e movimentos da Diocese de Macapá, comprometidos com a Causa do Evangelho de Jesus Cristo, expressamos nossa profunda solidariedade ao querido bispo dom Pedro José Conti e com todos os Bispos signatários da Carta ao Povo de Deus, tornada pública, em todo o Brasil, no dia 26 de julho de 2020.

Nosso Pastor, dom Pedro Conti, foi um dos signatários da Carta ao Povo de Deus, juntamente com mais de 150 bispos católicos, que receberam, em seguida, inúmeras adesões de outros colegas bispos, ordens, congregações religiosas, organismos e movimentos eclesiais e sociais por todo o Brasil, cujo apoio vai ampliando-se a cada dia.

De acordo com os princípios democráticos que sustentam o Estado de Direito brasileiro, as manifestações devem ser livres e pautadas na verdade dos fatos, principalmente no âmbito dos meios de comunicação de massa, cujos relatos chegam prontamente às pessoas. Liberdade de expressão deve estar alicerçada nos valores éticos e nos Princípios da Verdade e da Responsabilidade.

Infelizmente, nosso bispo diocesano foi atingido por comentários não baseados na verdade dos fatos, nem com a história da Igreja Católica e nem com os ensinamentos do Papa Francisco. De imediato, lideranças eclesiais e agentes pastorais das comunidades, externaram sua indignação e tristeza, pois compreendem que o noticiado em veículos de comunicação foi despejado numa linguagem carregada de preconceitos e inverdades.

Com o intuito de respondermos à nossa vocação de ser sal e luz, partilhamos algumas ideias que possam ajudar no esclarecimento e na compreensão da atual caminhada eclesial católica.

A Igreja Católica, ao longo de sua história milenar, buscou o seguimento do mestre Jesus de Nazaré, que sempre foi movido à compaixão pelos enfermos e doentes, os famintos e sem recursos (Mt 14, 13-21). E procurou viver esses exemplos desde as comunidades dos primeiros cristãos, que partilhavam o pão nas casas, colocando tudo em comum, segundo as necessidades de cada um (At 2, 42-47). Infelizmente, nos dias de hoje, para algumas pessoas e determinados grupos, essa prática é taxada por outros nomes, de forma negativa e odiosa, com o objetivo de desvirtuar a proposta fraterna do Evangelho. Entretanto, para nós, seguidores do Nazareno, chamamos de fé cristã o compromisso de viver no momento presente a bondade e a ternura de Jesus na construção do Reino dos Céus.

Reconhecemos, com toda humildade e tristeza de coração, que a Igreja – constituída por homens e mulheres que carregam suas falhas e limitações – mergulhada na história da humanidade, inúmeras vezes esqueceu-se de sua herança maior: o seguimento de Jesus, a vontade do Pai e as Causas do Reino. Ao mesmo tempo, porém, sempre teve a consciência em que todas as vezes que assumiu a causa dos empobrecidos e desvalidos e se dirigiu profeticamente contra os poderes do mundo, denunciando as injustiças e as causas que geram lágrimas e mortes nas pessoas e na Casa Comum, onde estas habitam, a Igreja apenas estava e está sendo fiel a Jesus Cristo! É a sua missão a qual não pode se omitir. Como nos alerta São Paulo: Quem nos separará do amor de Cristo? Tribulação? Angústia? Perseguição? Perigo? (Rom. 8,35.37-39).

Irmãos e Irmãs, o planeta e a humanidade enfrentam uma crise grave e urgente, cujas consequências mais devastadoras atingem os mais desvalidos e renegados pela falta de políticas públicas que possam combater a exclusão, a miséria, as desigualdades econômicas e sociais. Além da calamidade socioambiental, mergulhamos na tragédia de uma pandemia sanitária, cujo vírus da covid-19 ceifou milhares e milhares de vidas, e somente em nosso país estamos próximos da marca de 100 mil vítimas.

Como podemos nos manter indiferentes diante de tanta dor e morte? Como não ter compaixão? Como não apontar a responsabilidade aos que assumiram deveres públicos e coletivos? Como não denunciar as injustiças e omissões? Como não buscar vivenciar os apelos do Papa Francisco para que a Igreja se torne cada vez mais misericordiosa, que não se acomode, que tenha a coragem de ser solidária, que irradie a luz da esperança e da vida junto aos empobrecidos e excluídos da sociedade?

A Igreja não detém as respostas para todas as complexas realidades desafiadoras que atingem a humanidade no tempo presente. Com serenidade e animada pelo fogo do Espírito Santo, coloca-se a serviço da Vida, como boa Samaritana, motivando as pessoas generosas e de boa vontade a se engajarem no compromisso pelo bem comum, fortalecendo a prática da Justiça, escolhendo sem repugnâncias e sem medo ficar do lado dos mais fracos e abandonados, pois acredita que a “Alegria do Evangelho” é para todo o povo (EG 23).

Só assim a Igreja será testemunha de Jesus, o Nazareno, que afirmou: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo. 10,10).

Convidamos os irmãos e irmãs de caminhada para continuarem a orar pelo Papa Francisco, pelos bispos e por todos aqueles que acreditam no Projeto de Jesus.

Querendo conhecer a íntegra da Carta ao Povo de Deus, acessem o endereço eletrônico https://cebsdobrasil.com.br/carta-dos-bispos-ao-povo-de-deus/

Com um abraço fraterno, desejamos que a Paz do Senhor Ressuscitado permaneça entre nós.

CONSELHO NACIONAL DO LAICATO DO BRASIL (CNLB\AP)

EQUIPE DIOCESANA DAS CEBs

COMISSÃO JUSTIÇA E PAZ (CJP-AP)

REDE ECLESIAL PANAMAZÔNICA (REPAM – COMITÊ LOCAL\AP)

COMISSÃO PASTORAL DA TERRA (CPT-AP)

CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO (CIMI-AP)

CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL (CRB-AP)

CÁRITAS DIOCESANA

EQUIPE FÉ E CIDADANIA

EQUIPE DE TEOLOGIA PASTORAL

PASTORAL CARCERÁRIA

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO

PASTORAL DA JUVENTUDE

PASTORAL AFRO-BRASILEIRA

PASTORAL DA CRIANÇA

PASTORAL DA SAÚDE

PASTORAL DO MENOR

PASTORAL UNIVERSITÁRIA

PASTORAL DA PESSOA IDOSA

PASTORAL FAMILIAR

PASTORAL CATEQUÉTICA

FAZENDA DA ESPERANÇA MARCO LIVA

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL (SAV)

RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

COORDENAÇÃO DO GRITO DOS EXCLUÍDOS

COORDENAÇÃO DO PROJETO GUARDIÕES AMBIENTAIS RIBEIRINHOS

MISSÃO NAS FRONTEIRAS BOM SAMARITANO (CNBB-NORTE 2)

COMUNIDADE CATÓLICA SHALOM

REDE MUNDIAL DE ORAÇÃO PELO PAPA – APOSTOLADO DA ORAÇÃO

SEMINÁRIO DIOCESANO DE MACAPÁ

SETOR JUVENTUDE

MISSIONÁRIOS DO CARISMA CORDIMARIANO

GRUPO DA DIVINA MISERICÓRDIA

COLÉGIO CATÓLICO SANTA BARTOLOMÉA

FRATERNIDADE ESPIRITUAL DAS SANTAS BARTOLOMÉA E VICENÇA

MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE DO BRASIL

MOVIMENTO COMUNHÃO E LIBERTAÇÃO

ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO (ECC)

PONTIFÍCIO INSTITUTO DAS MISSÕES (PIME)

MOVIMENTO FAMILIAR CRISTÃO (MFC)

3 comentarios

  1. Manifesto a minha alegria por ver nossos Bispos do Amapá e do Pará nos darem esse lição de missão apostólica e profética, na conduçao de seu rebanho. As reflexões desta carta, é um ato de fé! Ação de um povo de Deus, para que a justiça prospere em nosso País!

  2. Essa Igreja profética me representa. Traz em sua vivência pastorsl, a essencia de Jesus de Nazaré.

  3. Gostei muito do texto enviado e quero participar efetivamente

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