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Presidente da CNBB reitera posição em defesa da vida e contra a liberação do aborto

Em tempos de pandemia e medidas extraordinárias de preservação da vida, a presidência da CNBB novamente se manifesta contra a tentativa de descriminalização do aborto

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB

| Cidade do Vaticano | Por Vatican News 

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, já se manifestou publicamente no último domingo (19) com uma nota crítica à tentativa de despenalização do aborto e em defesa ao dom inviolável da vida, que também foi entregue como carta pessoal aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento demonstra a preocupação e a perplexidade dos bispos que, “no grave momento de luta sanitária pela vida, neste tempo de pandemia do Covid-19”, a Suprema Corte paute para sexta-feira, 24 de abril, a votação da ADI 5581, que visa descriminalizar o aborto para grávidas infectadas com Zika vírus.

Entenda a pauta da ADI 5581

A ação protocolada em 2016 é de autoria da Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP), o julgamento já tinha sido adiado em maio do ano passado e a votação dessa “inquietante pauta” está prevista para acontecer por meio de voto escrito, em Plenário Virtual. Uma eventual legalização do aborto nesses casos abriria precedentes para a liberação da prática em outros casos no Brasil. O aborto é ilegal no país, mas a prática é despenalizada quando de gravidez decorrente de estupro, risco comprovado de vida para a mãe e, mais recentemente, no caso de bebês diagnosticados com anencefalia.

É tempo de cuidar da vida

O documento da CNBB contra o aborto que leva o título de “Em defesa da vida: É tempo de cuidar” se posiciona pela proteção da vida “em todas as suas etapas, desde a fecundação até seu fim natural”, e “em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana”. A nota reitera que “não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; ‘causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto’”.

O repúdio ao aborto

Os bispos, “fiéis ao Evangelho de Jesus Cristo”, reafirmam “repúdio ao aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias”. Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB, faz, assim, novamente uma convocação pela proteção da vida e contra a liberação do aborto no Brasil ao se dirigir aos ministros da Suprema Corte:

“Nossa Igreja Católica, na sua história e por fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo, trabalha, vive e labuta em defesa da vida. Por isso, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, porta-voz da Igreja Católica na sociedade brasileira, em sintonia com segmentos, instituições, homens e mulheres de boa vontade convoca a todos pelo empenho em defesa da vida contra o aborto, dirigindo-se publicamente aos senhores e senhoras ministros do Supremo Tribunal Federal para dizer, compartilhar e ponderar argumentações nesse tempo em que é tempo de cuidar especialmente da vida, ponderações a respeito do tratamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5581 ajuizada (ADI 5581), requerendo a declaração de inconstitucionalidade de alguns dispositivos da lei 13301 de 2016, assim, abrindo caminhos para o aborto, de modo que se possa considerar legal o aborto com aqueles que nascem com síndrome congênita causada pelo Zika vírus.  Por isso, a Conferência Nacional reitera sua imutável e comprometida posição em defesa da vida com toda a sua integralidade inviolabilidade e dignidade, vamos trabalhar para que haja lucidez do Supremo Tribunal Federal e valha, de fato, a defesa da vida, da vida plena como Deus quer em todas as suas etapas.”

Um Comentario

  1. Pe. Benedito Da Silva Curtis

    Como cristão, pessoa humana e, como sacerdote, vejo que é muito triste o que o Supremo tribunal Federal, quer aprovar: a descriminalização do aborto. É realmente deplorável, cruel, desumano, uma atitude desta, contra a vida humana, pois, esta tem todo valor, dignidade e, merece todo o nosso respeito, desde sua concepção, pois, trata-se não só de uma vida humana, mas, também, de uma pessoa humana, até o seu ocaso. Afinal, não poderia se tratar de uma vida , de uma pessoa humana, se não fosse desde o início, quando foi concebida no ventre materno, precisando apenas de um tempo para se desenvolver enquanto adulto.
    Por isso, é inaceitável que o Supremo Tribunal Federal, que Constitucionalmente deveria estar a favor da vida, venha insistir com esta decisão hedionda. A VIDA da pessoa humana tem um valor inviolável e, merece todo o nosso respeito, como dom mais precioso que poderíamos receber de nosso Criador; O Único que pode dar e tirar a vida quando necessário. Não está em nossas mãos determinar a vida de uma pessoa, sobretudo, quando esta é indefesa e, ainda, sem culpa de ter sido concebida com alguma disfunção física, biológica, ou genética. Precisa ser respeitada e amada em toda sua inteireza e dignidade.

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