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No Amapá, paróquias aderem à live e famílias celebram Semana Santa em casa

Várias iniciativas para transmissão das missas foram iniciadas

Foto: Jorge Figueiredo (Arquivo Pessoal)

| Macapá (AP) | Por Jefferson Souza e Márcia Fonseca (Pascom) – especial para CNBB – Regional Norte 2

Diferente dos últimos anos, católicos do mundo todo participaram da Semana Santa longe das igrejas. Com as portas fechadas para evitar aglomerações e a propagação do novo Coronavírus, paróquias do Amapá, buscaram através das redes sociais e outros meios de comunicação conectar os fiéis.

No Domingo de Ramos, as famílias foram motivadas a ornamentarem e a colocar ramos nas portas das casas. Na paróquia São Benedito, assim como em outras da Diocese, após a missa, padres saíram em carreata pelas ruas do bairro com a exposição do Santíssimo Sacramento. Na frente das casas as pessoas se ajoelhavam, faziam preces, orações e algumas cantavam adorando ao Senhor.

Padre Gerson junto com os equipamentos utilizados pela paróquia para transmissão das Live – (Foto: Arquivo Pessoal)

“Este momento nasceu após uma oração pessoal onde via pessoas tristes, sedentas e com saudades de receber Jesus Eucarístico. Partilhei a ideia com colaboradores da Paróquia e escolhemos o domingo de Ramos para sair nas ruas. Sem dúvida, a vontade de Jesus é estar sempre ao lado do seu povo, passando nas casas, famílias, cidades e comunidades”, ressaltou o vigário paroquial padre Gerson Lúcio.

Experiência nas transmissões online

“Queremos que elas percebam a importância de usar as redes sociais como instrumento de missão e evangelização. Assim dialogamos com os representantes das comunidades e organizamos as transmissões das Santas Missas diárias através do Rádio e do Facebook paroquial”, disse padre Gerson

A comunidade da paróquia São Benedito, na região central de Macapá, organizou a programação alternativa com o objetivo de ajudar as pessoas a viverem a Semana Santa em família.

Para Karla Monteles, integrante da equipe litúrgica da Catedral São José, as celebrações transmitidas pelos meios de comunicação foram acompanhadas por toda sua família, envolvida nas atividades com reflexão, oração, louvor e adoração.

“Me programei para vivenciar a Semana Santa em família através de atividades que possibilitassem uma reflexão sobre o amor de Cristo para conosco. Isto envolve ritos como via sacra, recitação do terço e jejum,a leitura da palavra de Deus e atividades contemplativas como a oração, o louvor e adoração ao Santíssimo Sacramento”, explicou Karla.

Dom Pedro José Conti, bispo diocesano durante transmissão da Santa Missa – (Foto: Jorge Figueiredo – Arquivo Pessoal)

Estes momentos têm sido motivados pelo bispo diocesano Dom Pedro Conti. As celebrações foram transmitidas através das redes sociais da Catedral São José , com links diretos para a rádio da Diocese, São José 100.5 FM. Esta de forma especial atende os fiéis das regiões interioranas do estado do Amapá e Pará.

O bispo havia convidado os fiéis “a viverem a semana aproveitando para experimentar a fraternidade em nossas famílias, a solidariedade com os que vivem em condições precária, faltando do necessário, sozinhos, abandonados e esquecidos”.

Em família

Reunida na sala de casa e em frente à TV conectada à internet, a família Colares Figueiredo participou das missas acompanhando as transmissões pela rede social da Paróquia a que pertencem. Leigos engajados e comprometidos com os serviços paroquiais, como muitos outros, não puderam participar presencialmente das celebrações da Semana Santa.

Família Colares Figueiredo reunida para acompanhar a Santa Missa – (Foto: Jorge Figueiredo -Arquivo Pessoal)

O casal Jorge e Lauriane, na companhia dos filhos Luan, José Lauro e Daniel buscaram manter a vivência cristã destes dias mesmo com distanciamento social. De acordo com Jorge, “esse ano, o distanciamento nos fez mais presentes. Presente com nossas famílias, presente com nosso eu, presente profundamente com Cristo em nossa solidão social e com nossos medos”.

Segundo Jorge, “a tecnologia nunca esteve tão a serviço da unidade como nesse momento”, facilitando o acesso aos momentos celebrativos. Segundo ele, “foi difícil o distanciamento físico, mas o sentido fraternal se fortaleceu através da comunhão espiritual com nossos irmãos de caminhada”, explicou.

Para ele, as famílias cristãs podem vier este momento de pandemia e de isolamento também com atenção as necessidades dos outros. “Procuramos ajudar colaborando com as campanhas solidárias, com marcações de consultas médicas e etc”, explica. “Há tantas coisas para fazermos”, disse ele justificando “que sempre haverá pessoas precisando, nem que seja ouvir uma voz, uma palavra amiga”.

 

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