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PIME celebra 70 anos de evangelização no Amapá e ilhas do Pará

O Pontifício Instituto das Missões Exteriores (Pime) preparou uma programação para marcar seus 70 anos no extremo norte do Brasil. A primeira atividade ocorre, no dia 27 de julho, com uma mesa-redonda, no auditório da Universidade Estadual do Amapá, às 18h30. Com o tema PIME: 70 anos de presença no Amapá, os convidados professor Dr. Marcos Reis (Unifap), e o Pe. Ângelo Da Maren (PIME) irão explanar a história e importância do Pontifício para o estado. O evento é gratuito e dará aos participantes certificado com carga horária de 4h.

No sábado, 28, às 19h, a Santa Missa em Ação de Graças, reunirá os sacerdotes, leigos e a comunidade na Catedral São José de Macapá. Durante a celebração haverá ainda o rito de envio missionário do Pe. Marcelo Farias, destinado ao Japão.

O Pime

O site do Pime o descreve como uma comunidade internacional de sacerdotes e leigos que anunciam o Evangelho de Jesus Cristo ao redor do mundo. Originário de 1850, em Milão, Itália, está presente em 18 países, nos cinco continentes. No Brasil, a entidade chegou em 1946, graças ao incentivo do Papa Pio XII e, hoje, está engajado com a Animação Missionária e Vocacional, na pastoral, nas paróquias e nos meios de comunicação social através da Editora Mundo e Missão. O carisma do Pime tem base nos pilares: a todos os povos (Ad Gentes); fora de seu próprio país (Ad Extra); para toda a vida (Ad Vitam); juntos. “Ide pelo mundo inteiro, pregai o Evangelho a todos os povos.” Mc 16,15.

Os 70 anos de presença do Pime, no estado, estão historicamente pesquisados, estudados, registrados em muitas publicações impressas, em vídeos, jornais, revistas, na internet e em vários trabalhos científicos produzidos por especialistas, mestres, doutores do Amapá e de outros lugares, que aprofundam a importância da missão do Instituto na atual Diocese de Macapá.

Anos ’60 Dom Aristides Pirovano e Dom José Maritano

Pime no Amapá

O Pime chegou ao ex-Território Federal do Amapá, no dia 29 de maio de 1948, quando desembarcaram, em Macapá, os padres Aristides Pirovano, superior local dos padres, e Arcângelo Cérqua, acompanhados de Dom Anselmo Pietrula, bispo prelado de Santarém, à qual pertencia a paróquia São José de Macapá. Após a solenidade de posse no dia seguinte, na igreja matriz de São José de Macapá, começam os preparativos para a vinda de mais missionários. Em seis meses, mais de dez sacerdotes do Pime já estavam no Amapá e alguns deles seguiram para o interior. Dois foram para Oiapoque, dois para o município de Amapá, dois para Mazagão e, assim, os sacerdotes italianos avançaram na missão pastoral no meio do povo amapaense.

O editor do informativo diocesano O Ponteiro, o inesquecível padre Rogério Alícino, na edição especial de março/ abril de 1996, em homenagem aos 50 anos do Pime no Brasil, relata que no começo da missão muitos desafios pastorais estavam em Macapá, a capital do Território Federal, na época, com mais de 30 mil habitantes, onde surgiam bairros de periferia, como o Trem, onde foi erguida a Igreja Nossa Senhora da Conceição; o Laguinho, onde foi construída a Igreja São Benedito; e a Favela, que foi presenteada com a Igreja Nossa Senhora de Fátima; e, cada vez mais, a missão foi crescendo em Santana, nas comunidades ribeirinhas das Ilhas do Pará, Laranjal do Jari, Porto Grande, São Joaquim do Pacui e em tantas outras comunidades.

1975 – Desobrigas na Paróquia do Bailique

Ao mesmo tempo em que crescia o trabalho bíblico, pastoral e catequético, surgiram as obras sociais, como o orfanato na Ilha de Santana; o pensionato atrás da Igreja São José, para abrigar, principalmente, as jovens que vinham para a cidade em busca de estudo; a construção de várias escolas paroquiais e profissionalizantes de marcenaria, serralheria, entre outras; escola agrícola na região do Pacui. Ao longo dos anos, outros estabelecimentos de ensino como jardins de infância; creches; além de clubes desportivos; cinemas e teatros paroquiais; Casa da hospitalidade em Santana; Gráfica São José; Jornal A Voz Católica; Rádio Educadora; Seminário Diocesano São Pio X; centros paroquias na cidade e no interior e tantas outras grandes e pequenas estruturas construídas com a participação direta de mulheres e homens, leigos e leigas, além das contribuições externas.

Pe. Simão Corridori e as crianças do Orfanato

Escola Estadual Dom Aristides Pirovano, no bairro Santa Rita; Avenida Dom José Maritano, a principal do bairro Zerão, região sul de Macapá; Escola Municipal Padre Ângelo Biraghi, bairro Paraíso, em Santana, e Escola Estadual Padre Ângelo Biraghi, em frente ao Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na orla da Capital; Associação Padre Vitório Galliani, que reúne ex-atletas do Ypiranga Club e membros da antiga JOT (Juventude Oratoriana do Trem), com sede na Rodovia JK, área sul de Macapá/AP; Coral Diocesano Dom João Risatti; Quadra Padre Antônio Cocco, ao lado da igreja matriz Nossa Senhora da Conceição, bairro do Trem; Centro Cultural Padre Jorge Basile, ao lado da igreja matriz Jesus de Nazaré, centro de Macapá; exposição permanente de pinturas e ícones do Padre Fúlvio Giuliano, no prédio das TVs Nazaré e Rede Vida, no bairro do Laguinho; títulos municipais e de cidadãos amapaenses concedidos por câmaras municipais e pela Assembleia Legislativa do Estado são algumas das incontáveis homenagens e honrarias aos muitos missionários do Pime que dedicaram suas vidas na missão evangelizadora nas terras do Amapá e nas ilhas do Pará que integram a Diocese de Macapá, em outros estados da Amazônia e do Brasil.

Memorial dos missionários

A Casa Regional do Pime, em Macapá, sediada no bairro Jesus de Nazaré, preserva o Memorial dos Padres Defuntos, que ficaram no meio do povo também depois de mortos. “Foi o selo de paternidade espiritual que supera os limites do tempo. Seus túmulos são cadeiras de vida cristã e missionariedade. Para os co-irmãos são modelos de doação total; para os fiéis, indicam o preço da fé e da vida cristã que lhes transmitiram. Aos jovens apontam a mais alta forma de amor”, escreveu padre Alicino.

1973 – Os Missionários do PIME que trabalhavam no Amapá

 

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(24/07/2018)

 

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