Diocese de Macapá celebra renovação do compromisso com a missão dos diáconos permanentes

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 Celebração ocorreu no dia de São Lourenço, padroeiro dos diáconos.

MACAPÁ (AP) – Por Jefferson Souza, com colaboração de Júlia Ricelly | Redação Pascom

A Diocese de Macapá celebrou, na última segunda-feira, 10 de agosto, a Festa de São Lourenço, mártir e padroeiro dos diáconos. A programação contou com uma Santa Missa em ação de graças pelo Dia do Diácono, presidida pelo bispo diocesano, Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, e reuniu diáconos permanentes da Diocese, familiares, amigos e membros da comunidade.

A celebração aconteceu na igreja matriz da Área Missionária Nossa Senhora Aparecida, em Macapá, e foi marcada por um momento de fraternidade, oração e renovação das promessas diaconais. A ocasião também possibilitou à comunidade diocesana expressar sua gratidão aos diáconos pelo serviço realizado nas paróquias e comunidades, nas pastorais e em diferentes espaços de missão da Igreja local.

Ao refletir sobre o significado da data e a missão confiada aos diáconos, Dom Antônio destacou a celebração como uma oportunidade de renovação espiritual e de reafirmação do compromisso assumido no ministério.

Segundo o bispo, o ministério diaconal possui uma característica essencialmente ligada ao serviço. Essa missão se concretiza em três dimensões fundamentais: a caridade, a Palavra e a Liturgia.

“O diácono é um servidor da Igreja, que tem três grandes dimensões de serviço. O primeiro é o da caridade, é alguém que promove a caridade no interior da paróquia, que vai ao encontro dos pobres, doentes, idosos, que está atento às mais variadas necessidades humanas. Mas o diácono também é um pregador da Palavra, é um missionário, e para isso ele tem que ser dinâmico, aberto, vivo, sensível, e ele vive tudo isso na celebração da liturgia”, explicou.

Para Dom Antônio, a atuação do diácono junto às pessoas em situação de vulnerabilidade deve estar acompanhada também do compromisso com a evangelização e o anúncio da Palavra de Deus. O ministério, portanto, ultrapassa a dimensão exclusivamente litúrgica e se coloca a serviço da missão da Igreja no cotidiano das comunidades.

A reflexão do bispo ressaltou ainda a relação entre as diferentes dimensões do ministério. Para ele, caridade, anúncio da Palavra e celebração litúrgica não devem ser compreendidos de maneira isolada, mas como expressões complementares de uma única vocação de serviço e missionariedade.

“A todos os diáconos que já vivem essa beleza dessa tridimensionalidade do serviço diaconal, parabéns! E que São Lourenço interceda por nós, e faça com que a nossa Igreja seja sempre uma Igreja de portas abertas, uma Igreja sensível, ou uma Igreja diaconal”, disse.

Após a homilia, os diáconos realizaram a renovação de seus compromissos diaconais de serviço, oração e colaboração com o bispo.

A missa também contou com a presenta de familiares. A presença deles, em especial das esposas, durante a celebração também evidenciou a importância do apoio e da participação da família na caminhada vocacional e ministerial dos diáconos.

Serviço

A celebração também foi uma oportunidade de reconhecer o testemunho daqueles que já exercem o ministério diaconal nas comunidades da Diocese de Macapá. Ao dirigir uma palavra aos diáconos, Dom Antônio agradeceu pelo serviço, destacou a beleza da integração entre as três dimensões da missão e ressaltou o protagonismo da presença diaconal no acompanhamento das Áreas Missionárias, futuras paróquias.

O presidente do Conselho Diocesano de Diáconos, Rapfael Carvalho, em seu pronunciamento aos participantes da celebração, destacou o comprometimento exigido dos diáconos. “Irmãos, nossa força é a unidade, entre nós e com o nosso Bispo. Ele confiou em nós, nos chamou e nos ordenou. Essa confiança é um presente, mas também uma responsabilidade. O Bispo e a comunidade precisam de diáconos comprometidos, que sirvam com o coração”, disse.

Em seguida, o diácono Raphael exortou os coirmãos à disponibilidade missionária. “Que renovemos o nosso sim. Que digamos ao nosso Bispo: ‘Estamos aqui, com o senhor, nosso Pastor.’ Que nossa união faça a comunidade sentir, através de nós, o abraço de Deus.”

O ministério dos diáconos permanentes está presente em diferentes realidades da Diocese de Macapá, contribuindo para a vida das comunidades por meio da proclamação da Palavra, da celebração da Liturgia e do serviço à caridade. Atualmente, serviços como a Cáritas, Pastorais Sociais, Comissões e Conselhos possuem diáconos diocesanos como líderes ou coordenadores.

O diácono Miguel, da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, que assiste a comunidades no Amapá e no Pará, nas regiões das ilhas da foz do Rio Amazonas, recordou os desafios da missão.

“Com a experiência de nove anos de ordenado como diácono da Diocese de Macapá, temos muitos desafios, principalmente nos rios da Amazônia, por maresias, comunidades que enfrentam muitas dificuldades, assim como nós também enfrentamos muitas dificuldades, mas perseverantes, sempre na fé, confiantes em um Deus que nos acompanha no dia a dia”, testemunhou.

Tendo celebrado, no dia 6 de agosto, o aniversário de sua ordenação diaconal, Eulálio Lucien expressou sua felicidade com o ministério. “O diaconato, na verdade, é uma grande bênção para a Igreja, até porque nós temos várias atribuições, várias ações que fazemos e eu estou muito feliz durante esses 26 anos de diácono, nesta caminhada toda”, disse.

Atualmente, a Diocese conta com 67 diáconos, entre eméritos e licenciados, presentes nas mais variadas realidades eclesiais.

Padroeiro

A Festa de São Lourenço foi celebrada pela Diocese de Macapá não apenas como memória do mártir e padroeiro dos diáconos, mas também como ocasião para renovar a consciência de que o ministério diaconal encontra sua essência no serviço, em comunhão com os familiares e com toda a comunidade eclesial.

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(12/08/2026)