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19/12/2017

Voz da AmazĂ´nia, um projeto da Repam-Brasil que busca escutar os povos da AmazĂ´nia



Voz da Amazônia, um projeto da Repam-Brasil que busca escutar os povos da Amazônia

O projeto Voz da Amazônia nasce da convivência da Equipe de Comunicação da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam-Brasil) com os povos que vivem na região amazônica, no decorrer de 2016/2017, durante os 15 Seminários da Laudato Sì e Repam que foram realizados na Amazônia Legal

O “Voz da Amazônia” foi lançado em novembro de 2017 com a participação dos povos que vivem na Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). Dom Claudio Hummes, presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia (CEA) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Repam ao falar do Projeto, disse: “Voz da Amazônia ajudará muito a construir uma opinião pública mais conhecedora da Amazônia é esperemos também mais favorável”.

A Renca é uma área com tem mais 4 milhões de hectares, fica entre os estados do Amapá e Pará. Em 23 de agosto de 2017 o governo brasileiro quis extinguir essa reserva, e abrir para a exploração de minérios, a Repam se posicionou contra a extinção.

Foto: Assessoria de Comunicação Repam

Por isso, a Repam priorizou escutar as comunidades da região. E entre os dias 11 e 15 de outubro de 2017 a equipe de comunicação da Rede encontrou com lideranças do povo tiryó, karipuna e wajãpi, com membros do Fórum Social Pan-Amazônico (Fospa-Macapá), das Pastorais Sociais da Diocese de Macapá e da Comissão Pastoral da Terra (CPT-Macapá). Por fim fez uma inserção nas comunidades do município de Laranjal do Jari: Reserva Extrativista do Rio Cajari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, comunidades Padaria, São José e Cachoeira de Santo Antônio que estão na região da divisa entre o Sul e Sudoeste do Amapá e ao Noroeste do Pará.

O Projeto foi realizado pela a CEA e Repam-Brasil, em colaboração com a produtora Verbo Filmes e o Instituto Humanitas da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), e com o apoio de dom Pedro José Conti, bispo da Diocese de Macapá; Benedito Alcântara, Repam-Macapá; Edilza Serrano, do Mosaico da Amazônia Oriental e padre Paulo Roberto Martins, da paróquia de Laranjal do Jari (AP).

Escutação de  histórias – Ao chegar em cada comunidade, éramos interpelados a silenciar. As perguntas que queríamos fazer não foram necessárias, a “escutação” foi a trilha. As lideranças com quem dialogávamos nos emudeciam. Estávamos diante dos sábios da floresta. Pouco sabemos sobre a Amazônia e seus guardiões. Os povos que vivem nos rios, nas reservas, na floresta, na terra firme portam sabedoria, grande conhecimento a partir de sua relação com a natureza. Eles sabem o que é melhor para a região e o bem viver das populações. Mas pouco são escutados.

Nossa equipe, mesmo tendo escutado, contemplado, convivido com os povos que vivem na Região da Renca não sabe como narrar o que viu, ouviu, contemplou. A equipe permaneceu atenta para escutar e dar atenção à imensidão da vida, da cultura e do saber dos amazônicos da Renca.

Ao entrevistar as lideranças, percebemos que nem sempre é visibilizado para as demais regiões do Brasil a cultura, a resistência, esperança e as propostas das populações tradicionais da Amazônia e o seu compromisso de conviver, cuidar e proteger a floresta e suas comunidades. Percebemos que precisamos escutar, conhecer e colaborar na defesa das comunidades e seus territórios que estrategicamente são invisibilizados.

Conviver com essas com essas populações foi uma grande escola. Estivemos diante de lideranças sábias que vivem na prática, em seu cotidiano a proposta da Carta Encíclica Laudato Sì do papa Francisco em que a prioridade é sempre a vida, a dignidade da pessoa e o cuidado com a Casa Comum, a Mãe Terra. Mas que são abandonadas das políticas públicas e só enxergadas quando se busca a exploração de seus territórios.

Com isso, entendemos que os moradores locais devem ter lugar privilegiado na discussão, para que interroguem e sejam escutados sobre o que desejam para si, para seus filhos, para as gerações futuras, pois percebemos que suas considerações e preocupações transcendem o interesse econômico imediato.

Por irmã Osnilda Lima
Assessora de Comunicação Repam

 

 
 

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