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Dom Luiz Vieira na Coletiva de Imprensa: “o bispo emérito está no entardecer da vida”



Dom Luiz Soares Vieira na Coletiva de Imprensa: “o bispo emérito está no entardecer da vida”

 

E a 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) segue seus trabalhos. Neste terceiro dia, durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira, dia 28 de abril, o arcebispo emérito de Manaus (AM) e presidente da Comissão Episcopal especial para os Bispos Eméritos, dom Luiz Soares Vieira, abordou a situação atual dos bispos eméritos no Brasil.

Ele esclareceu que quando um bispo completa 75 anos, apresenta uma carta ao Papa que, por sua vez, analisa a situação e, aproximadamente depois de um ano, aceita a renúncia do bispo. Então, o mesmo vive aonde deseja. Ele continua a ser bispo, mas passa a ser emérito e não tem mais o governo de uma diocese. Poderá fazer crismas e presidir outros sacramentos, mas não terá mais a responsabilidade de governar uma diocese.

Quando fica emérito, explica dom Luiz, “o bispo deixa de ser membro da CNBB. Desta forma, a Conferência Nacional dos Bispos criou uma comissão dirigida aos bispos eméritos, visto que há uma preocupação com a situação dos bispos aposentados do Brasil”. Ele informou que atualmente temos 172 bispos eméritos no país, ou seja, “somos um terço do episcopado brasileiro. No ritmo que vai, em breve seremos 200, o que é um número bastante significativo. A cada ano tem uma turma que completa 75 anos e vai sendo substituída”.

Diante deste cenário surgem, então, alguns problemas. Um deles: quem sustenta o bispo emérito? Segundo dom Luiz, deve ser a diocese onde ele foi bispo. “Claro que a CNBB também tem a sua responsabilidade e o Código de Direito Canônico diz isso. Quando a diocese é muito pobre, pode-se fazer uso de um fundo criado pela CNBB e que ajuda as dioceses a manterem os bispos eméritos”.

E o arcebispo emérito de Manaus continuou sua fala, destacando que se trata de “um momento bonito da vida. Sou bispo emérito há quatro anos, e este é um momento de serenidade, estamos no entardecer da vida. Alguns guardam mágoas, mas isso é escravidão. A maior parte leva com serenidade sua vida. Claro que temos alguns muito doentes, enfermos, e que não podem fazer mais nada. Mas uma boa parte tem saúde e está apta a fazer outros serviços, como pregar retiros, ajudar paróquias e atender pessoas”. Nesse sentido, dom Luiz lembrou que atualmente temos três bispos eméritos que foram chamados pela Santa Sé para governar dioceses onde os bispos titulares saíram e, para não deixar vacante, os eméritos assumiram a governança até que venha o novo bispo. “Então, nós procuramos resolver com serenidade as demandas que surgem. Essa foi a colocação que fiz para a Assembleia, pedindo que se apoiem os bispos eméritos, pois a velhice às vezes traz consigo a solidão. O velho às vezes se apega ao passado, então é preciso trazê-lo ao presente, que também é um momento bonito, para viver com alegria os anos que temos pela frente”, concluiu.

Durante a coletiva de imprensa, Dom Luiz foi questionado sobre a demanda de que os bispos eméritos querem mais participação na CNBB, visto que eles podem assistir aos debates, mas não tem poder de voto. Ele reiterou a importância da contribuição intelectual de Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau/SC, que tem sido o paladino de uma revisão nesta questão de os bispos eméritos não serem membros da CNBB. No entanto, destacou que essa situação não acontece somente no Brasil. Trata-se de uma lei aprovada pelo Código de Direito Canônico. “Vejam meu caso: eu era arcebispo de Manaus. Depois de emérito, posso participar de sínodos, de concílios ecumênicos, mas não sou membro da CNBB. A Conferência até me convida a participar das assembleias, mas não sou obrigado a vir. Nesse sentido, foi feito um pedido a Santa Sé que revisasse esta questão. Mas é preciso ter cuidado. Veja só nosso peso: considerando que os 172 bispos eméritos tenham poder de voto, e mesmo que alguns estejam doentes e acamados, cerca de 150 bispos aposentados poderiam decidir o que os outros vão fazer. Então, o que se pede é que sejam membros da Conferência, mas com algumas restrições. Isso foi mandado a Roma, para a Congregação dos Bispos, que está examinando e ainda não se posicionou com uma resposta. Estamos diante de algo complexo, pois diz respeito a toda Igreja, não só ao Brasil. Graças a Deus somos bem tratados na CNBB e temos espaço na Assembleia para colocar a todos as nossas atividades”, respondeu. E fechou o debate com a seguinte sentença: “o bispo emérito não é colocado de lado pela Conferência Nacional. Temos bispos eméritos com muita possibilidade de realizar trabalhos que são muitas vezes difíceis para bispos mais novos”.

Por Graziela Wolfart, assessora de Comunicação da Diocese de Montenegro/RS.


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